O Projeto Mulheres de Axé: tradição, corte e costura e empreendedorismo é uma iniciativa do Instituto Cultural Bantu dedicada ao fortalecimento econômico, social, cultural e espiritual de mulheres negras de terreiro na Ilha de Itaparica. O projeto tem como foco principal qualificar e profissionalizar mulheres afro-religiosas que já atuam no campo do corte e costura, especialmente na confecção de indumentárias tradicionais do candomblé, reconhecendo esse ofício como patrimônio imaterial, saber ancestral e atividade econômica estratégica para o território.
O público atendido é composto majoritariamente por mulheres negras, moradoras de áreas periféricas da Ilha de Itaparica, vinculadas à rede de terreiros articulada pelo Ilê Asé Babá Omoguian — uma das casas mais antigas, respeitadas e tradicionais da região. Essas mulheres, apesar da riqueza cultural e técnica que carregam, enfrentam historicamente vulnerabilidades sociais, falta de acesso a políticas públicas, ausência de qualificação técnica formal e dificuldades de inserção econômica sustentável.
Formação profissional e fortalecimento econômico
Alinhado ao Programa Bahia Solidária e Artesanal (PPA 2024–2027), o projeto oferece qualificação profissional com certificação de 150 horas, integrando conteúdos como:
Além da formação, o projeto fornece espaço físico adequado para trabalho coletivo, equipado com máquinas de costura, materiais, insumos e estrutura de produção, garantindo condições concretas para que essas mulheres possam desenvolver e ampliar seus negócios.
Combate à pobreza e geração de autonomia
O Mulheres de Axé contribui diretamente para o combate à pobreza ao criar oportunidades reais de trabalho e renda para mulheres que historicamente enfrentam marginalização, falta de acesso a crédito, informalidade e precarização laboral. A iniciativa oferece ferramentas concretas para que essas mulheres tenham autonomia financeira, reduzindo sua dependência de trabalhos irregulares e fortalecendo seus empreendimentos locais.
Ao apoiar a formalização de microempreendedoras e a criação de redes coletivas, o projeto potencializa a economia criativa da região, irradiando impacto para além das participantes e fortalecendo a circulação de renda dentro das comunidades.
